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QUASÍMODO FELIZ E LEILA DINIZ

TODO QUASE TODO
QUASÍMODO FELIX


Esta é a bossa do quase ou quase bossa,
quase nova, quase vem, quase vejo,
quasecontrato, quasedomicílio, quasedelito,
quaseposse, quasequilíbrio, quasestático,
a estação do absurdo.

Todo quase, todo medo, trago Leila Diniz,
uma amiga e companheira, C14 1976, branca.
O queixo duro, o câmbio seco, quasímodo feliz…
quando chego na ladeira, tenho medo de cair,
quase fui, quase não sou, quase nãos sei…

É carnaval. Eu tenho medo.
Há que endurecer-se! Leila disse.
Vesti minha caminhonete abstrata e sai por aí,
levava uma música nos pés e um relógio na cabeça,
pulsando esse mundo adentro, buscando jeito sem cobrar…
a canção do louco dizia: faço a vida com imenso prazer…!

Louco de pedra!
Deu risada, imaginando,
que se eu andasse depressa,
desse duro a toda pressa…
E um saiu com essa: de fato,
é bom à beça, ser a ponta do punhal…
Mesmo que furem os tecidos humanizados?
Camponeses organizados em lutas dos tempos passados?
Essa coisa lá da casa,
maria que lá se abrasa
e vai ao príncipe encantado,
num jegue, seu embornal…?

Louco de pedra!
Ora, Ágora, eu quem digo,
mesmo que esteja em perigo,
você homem é inimigo
da pessoa inconsciente.
Devera! Tu num é gente.
Decerto, nem animal…

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