ARTESANATO NÃO TEM RELÓGIO

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ARTESANATO, O RELÓGIO E A LEI DO TAMANHO

O escurão dava estrelas na bacia redonda da lua, e a coberta cercava o frio, quando os olhos de artesanato se fecharam dentro da cabeça que pensava, e levaram tudo pra amanhã cedo. Antes do sol, depois do escuro, artesanato viu o banho escondido atrás do bambuzal, no meio do córrego frio. E tomando ele de susto, entramos nesse rio. Tudo isso é uma história só; pensa que entende: relógio, lei, tamanho, coisa.

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Menino era Artesanato. Sonhou que era de manhã, e os pés descalços do sol de inverno vieram brincar com ele no atelier da vila. O sol se deliciava e artesanato se açucarou nas curvas dos seus abraços, cheios de cheiro morno e de palavras. O sol abriu a porteira azul, pra olhar bem na cara da utopia, e viu artesanato correndo no meio das galinhas, gansos e borrachudos, e nadando no rio de tudo fazer. Somos o sonho. Aqui não há relógios.

Aí coisa veio ferramenta e invenção brincava com material. A carne dele era macia, e de tudo se fazia, até com ele falar. Com isso veio objeto e artesanato surgia em todo lugar. De objeto se ouvia, e artesanato fazia música, contava escrevendo histórias, e de tudo queria cantar. Figuras as mais engraçadas! São bichos, moringas e botões. Tem delas que regula a luz, ou que serve macarronada. Estas namoram plantas, outras só ficam na sala. Vento viu objeto pelas moradas: mesmo jeito em talheres de prata ou casebres de plástico. Somos o sonho. Aqui gentes são leis.

Ai vento veio e levou objeto pra viajar na estação do suprimento. Ele andou pelos empórios, no meio das latas, das linguiças e das frutas. Nada havia de evitar. Artesanato procurava o lugar, quando a dona da boutique, olho de águia pra decor, viu objeto e comprou. Era só riqueza nem número grande: alguns zeros à direita dos corpos materiais. Somos o sonho. Aqui número tem tamanho.

Na rua nada havia de falar embaraçado; o mascate da mala aberta vendia elixir da felicidade. Não fala muito caro, não afasta ninguém. Alegria é falar verdade, com tanta gente falando: Aêê, o artesanato! Quem vai querer? Mochilas, gamelas e braceletes; todos objetos, todas formas, todas cores. Somos o sonho. Aqui material vira coisa.

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